Se você está pensando em investir em imóveis de leilão, é provável que já tenha se deparado com o termo “carta de arrematação”. Eu já vivi esse processo, e acompanhei de perto as dúvidas de muitos investidores estreantes e até de alguns experientes. A carta é, sim, um documento poderoso, mas só faz sentido quando entendemos seu real valor e como conquistá-la da forma mais segura possível.
O que é a carta de arrematação e qual sua função na compra em leilão?
Ao arrematar um imóvel em leilão, muita gente imagina que basta pagar para se tornar proprietário “na hora”. A realidade é diferente. A carta de arrematação é o documento que permite transformar o lance vencedor em propriedade de verdade. Ela é emitida pelo juiz responsável após a confirmação do pagamento e conclusão dos trâmites judiciais, funcionando como uma autorização para que o comprador registre o imóvel em seu nome.
Já vi pessoas confundirem esse documento com o auto de arrematação. Apesar dos nomes parecidos, não são a mesma coisa, e entender a diferença pode evitar dores de cabeça sérias.
É a carta que te abre a porta do cartório - e chega antes da chave.
Passo a passo: Como obter a carta após um leilão?
O caminho da arrematação até ter a carta em mãos exige atenção a cada etapa:
- Lance aprovado: O leiloeiro confirma o vencedor e envia ao juiz os dados do comprador e do imóvel.
- Pagamento: O arrematante deve pagar o valor do lance, a comissão do leiloeiro (por volta de 5%, segundo orientações práticas do Estadão), ITBI e outras taxas obrigatórias, incluindo reforma ou desocupação, se aplicável (conforme apurado pelo Estadão).
- Comprovação – documentos: Envie ao cartório judicial todos os comprovantes de pagamento, RG, CPF, comprovante de residência e outros solicitados pelo edital.
- Pedidos judiciais: O advogado do arrematante deve peticionar no processo requerendo a expedição da carta.
- Expedição e retirada: O juízo analisa o caso e, se todo o procedimento estiver correto, emite a carta para retirada física ou digital pelo comprador.

Eu vi situações em que a falta de acompanhamento de um advogado atrasou bastante esse processo. Por isso, recomendo sempre ter um profissional ao lado, ele garante que não haja perda de prazo ou detalhe ignorado.
Carta de arrematação x Auto de arrematação: Entenda a diferença
Em muitos leilões, ouvimos rapidamente sobre esses dois documentos. Então, qual é o papel de cada um?
- Auto de arrematação: É o termo elaborado logo após o leilão, lavrado em ata pelo leiloeiro ou escrivão, registrando de forma oficial quem foi o arrematante e por quanto.
- Carta de arrematação: É expedida depois, pelo juiz, quando todos os pagamentos foram comprovados e não há mais impedimentos jurídicos. Esse sim é o documento que autoriza o registro imobiliário.
O auto serve como registro da compra; a carta, como passagem para realmente transferir o imóvel ao seu nome. Fazendo um paralelo, o auto seria o recibo do restaurante e a carta, o poder de sair com o prato servido - se eu pudesse resumir em poucas palavras.
A transferência de propriedade: O que muda com a carta em mãos?
Assim que recebe a carta, o arrematante deve comparecer ao cartório de registro de imóveis do local do imóvel. Ali, apresenta o documento junto com documentos pessoais e paga as taxas burocráticas (emissão de matrícula, averbação etc). Só então o imóvel deixa de ser, oficialmente, do antigo dono e passa a constar em seu nome na matrícula – é quando você poderá vender, alugar, financiar, sem restrições.

O papel do registro imobiliário é insubstituível. Lembro de um caso em que um comprador deixou esse passo para depois e, por isso, ficou vulnerável a novas dívidas feitas pelo antigo proprietário, além de não conseguir vender o imóvel enquanto não regularizava tudo.
Custos e taxas: O que considerar além do valor da arrematação?
No entusiasmo do leilão, nem sempre calculamos todos os gastos. Mas, para não ter surpresas, é preciso:
- ITBI (Imposto de Transmissão): Varia conforme o município, entre 2% e 4% do valor do imóvel.
- Taxas cartorárias: Pagas no ato do registro, dependem do estado e do valor do imóvel.
- Despesas com desocupação: Se o imóvel ainda estiver ocupado, haverá custos judiciais e até honorários, caso precise pedir reintegração de posse.
- Comissão do leiloeiro: Normalmente 5% sobre o valor, paga à vista.
- Corretagem (quando houver): Alguns editais exigem, chegando a 6% (como orienta o Estadão).
Eventos recentes mostram a relevância desses custos. Em leilões estaduais, como os citados nos portais do governo da Bahia (veja notícia detalhando leilão público em 2021) e Rio Grande do Sul (relatório sobre o resultado em janeiro de 2025), os valores finais superaram expectativas iniciais, inclusive devido a ágios e taxas obrigatórias.
Prazos e impugnações: O que pode atrasar sua carta?
Nada pior do que aguardar semanas pela documentação e descobrir um processo parado por impugnação. Isso pode ocorrer quando terceiros questionam a arrematação (por irregularidade, dívida não prevista, ou contestação judicial). Outra situação: falhas na documentação pessoal ou atraso nos pagamentos.
O mais comum, porém, é apenas a fila de processos no cartório ou no fórum. Em média, a carta é emitida em 30 a 90 dias, mas pode demorar mais em casos contestados. Por isso, reforço: acompanhamento jurídico e uso de plataformas especializadas, como o Marteleiro, aceleram a checagem de pendências e reduzem riscos.
Como o Marteleiro transforma sua experiência?
Em minha trajetória, percebi que contar com sistemas que cruzam dados e simplificam informações jurídicas faz diferença. Outras plataformas até listam oportunidades, mas no Marteleiro, destaco:
- Buscas ultrassofisticadas, que mostram editais resumidos e dados reais do imóvel.
- Simuladores de rentabilidade já considerando todos os custos, inclusive ITBI, taxas, custos de desocupação, corretagem e até manutenção.
- Alertas de imóveis conforme critérios bem detalhados, como valor, modalidade do leilão e ocupação.
- Organizador dos favoritos e acompanhamento por estágios, o que diminui riscos de perder prazos ou oportunidades.
Se você quer investir com clareza e tomar decisões mais seguras, centralizar informações com essa precisão já te deixa anos-luz à frente. Assim, você transforma cada etapa da arrematação em um degrau para conquistar patrimônio, e não motivo de preocupação.
Conclusão: Caminho seguro para a regularização
Obter uma carta de arrematação confiável é mais do que um fim, é o começo da regularização de um novo imóvel. Passei pelas etapas de ansiedade e descobri que são os detalhes jurídicos, o acompanhamento e as ferramentas que fazem diferença entre sucesso e complicações. O Marteleiro me mostrou como o processo pode ser transparente e rápido, além de blindar o arrematante de armadilhas comuns.
Se você também deseja investir ou regularizar imóveis em leilão sem dúvidas e com o máximo de segurança, recomendo conhecer as soluções do Marteleiro e avançar para o próximo passo da sua jornada imobiliária.
Perguntas frequentes sobre a carta de arrematação
O que é uma carta de arrematação?
A carta de arrematação é um documento judicial emitido após um leilão imobiliário, que autoriza o comprador a registrar o imóvel adquirido em seu nome no cartório de registro de imóveis. É ela que formaliza a transferência da propriedade adquirida mediante arremate.
Como conseguir a carta de arrematação?
Para conseguir a carta, é necessário vencer o leilão, realizar os pagamentos obrigatórios (lance, ITBI, comissão do leiloeiro etc), apresentar documentos no processo judicial e solicitar ao juiz, normalmente por meio do seu advogado, a expedição da carta. Após conferência de todos os requisitos, o juiz autoriza a emissão do documento.
Quanto tempo demora para receber a carta?
Normalmente, a expedição da carta demora de trinta a noventa dias após os pagamentos, mas pode ser mais rápida ou mais lenta dependendo de haver impugnações ou morosidade nas varas judiciais. O acompanhamento jurídico ajuda a evitar atrasos desnecessários.
Para que serve a carta de arrematação?
A carta serve para permitir que o novo proprietário faça o registro do imóvel em seu nome no cartório de registros. Sem ela não é possível regularizar oficialmente a propriedade, nem vender, financiar ou transferir o bem.
A carta de arrematação garante a posse do imóvel?
Ela permite registro em seu nome, mas, em alguns casos, ainda será necessário pedir judicialmente a desocupação do imóvel se houver ocupantes resistentes, garantindo a posse efetiva apenas após esse procedimento.